sexta-feira, 10 de julho de 2009

O Dia da Pizza: O ÁRABE, O ITALIANO, O PERUANO, O JAPONÊS, O BRASILEIRO/NORDESTINO JUNTOS? POIS É... ACABOU EM PIZZA.

Pizza Ciencias Médicas.

O ÁRABE, O ITALIANO, O PERUANO, O JAPONÊS, O BRASILEIRO/NORDESTINO JUNTOS.
POIS É... ACABOU EM PIZZA.

Como?
Você vai saber.

O árabe...

Segundo Bollaffi( 2008), a teoria mais importante sobre a origem da pizza, diz que os fenícios, três séculos antes de Cristo, costumavam acrescentar coberturas de carne e cebola ao pão em forma de disco (pão sírio). Os turcos muçulmanos também adotaram este costume durante a Idade Média.

O italiano...

Com o advento das cruzadas esta prática de acrescentar cobertura ao pão sírio, chegou à Itália pelo porto de Nápoles. Lá os italianos incrementaram o pão com diversos tipos de cobertura como o queijo e, mais tarde, após a descoberta das Américas, o tomate, desta maneira originando a pizza.

O peruano...

A maioria dos botânicos atribui a origem do cultivo e consumo do tomate à civilização inca do antigo Peru. A dedução vem do fato de ainda persistir naquela região uma grande variedade de tomates selvagens e algumas espécies domesticadas.

Esta vertente acredita que o tomate da variedade Lycopersicum cerasiforme, que parece ser o ancestral da maioria das espécies comerciais atuais, tenha sido levado do Peru e introduzido pelos povos antigos na América Central, dado que este foi encontrado amplamente cultivado no México.

Outros acreditam que o tomate seja originário do atual México, não apenas pelo nome pertencer tipicamente à maioria das línguas locais (Náuatles), mas porque as cerâmicas incas não registraram o uso do tomate nos utensílios domésticos, como era costume.

O tomateiro é a segunda hortaliça cultivada no mundo, sendo superada apenas pela batata. A produção mundial de tomate em 2005 foi de 125 milhões de toneladas. O Brasil é o nono produtor, com uma safra de 3,3 milhões de toneladas em 2006, conforme informações da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO). O Estado de São Paulo é o segundo maior produtor brasileiro, com um volume estimado em 700 mil toneladas, do qual 60% é destinado para o consumo in natura ( Jornal UNICAMP,2008).

O japonês...

Hiroshi Nagai foi aos Andes peruanos procurar mudas de tomate selvagem para suas pesquisas no Instituto Agronômico de Campinas. Suas pesquisas resultaram no cruzamento do Santa Cruz com o tomate selvagem do Peru, na década de 60 .dando origem ao tomate Ângela, assim chamado em homenagem a sua filha.
O tomate Ângela, responsável por 80% da produção de tomate estaqueado do país, foi cruzado com o grandalhão Duque, americano, e deu origem ao Santa Clara, que há pouco mais de um ano começou a ser cultivado comercialmente pelos tomaticultores brasileiros.

Segundo Saito (2008), em 1926, o consumo diário de tomate na cidade de São Paulo era de cem caixas, aumentando, em 1935, para mil caixas/dia. Cinco anos após, ou seja, em 1940, o total chegava a 5 mil caixas/dia. Esses números apontam mudanças no hábito alimentar paulistano, mas também testemunham a demanda por legumes e frutas.
Este aumento no consumo deve-se também ao aumento da produção de tomate pelos imigrantes japoneses, desta forma com maior oferta, diminui o preço, consequentemente melhora o poder de compra e favorece o consumo do tomate.

O brasileiro/nordestino...

A pizza chegou ao Brasil por São Paulo, com os primeiros imigrantes italianos no final do Séc.IXX.
O bairro do Braz foi o berço das primeiras pizzarias do Brasil. Acredita-se que o primeiro pizzaiolo estabelecido na cidade de São Paulo tenha sido o napolitano Carmino Corvino, o Dom Carmeniélo, dono da já extinta Cantina Santa Genoveva, inaugurada em 1910.
Atualmente, 80% dos pizzaiolos da cidade de São Paulo são nordestinos. A partir dos anos 50, as pizzarias se disseminaram por todo o Brasil.

E o índio nesta história?

Os colonizadores encontraram os índios brasileiros dominando o cultivo e a manufatura da mandioca, que lhes fornecia o pão redondo diário, o beiju.
A goma de mandioca é um produto da mandioca comercializado úmido e que a partir dele se produz a tapioca, um pão redondo muito apreciado, que casa bem com vários recheios, desde a simples manteiga da terra ,ao mais refinado queijo.Tem tapioca com doces,bananas,coco ralado, molhada no leite de coco, salgada, com queijos variados, com carne de sol, de charque, de bode, de frango, com peixe frito, enfim o que sua imaginação permitir...e a este pão redondo indígena acrescentou-se: queijo mussarela,molho de tomate,calabresa cortada em finas fatias, azeitonas, polvilhada de orégano...o resultado? Uma delícia que colocou mais uma colher como diz meu amigo Nelson nesta história, a PIZZA DE TAPIOCA!
Venha degustá-la na Paraíba!

Sob o ponto de vista nutricional, a pizza é um prato/preparação rico em carboidratos, proteínas, lipídeos e dependendo do recheio ou cobertura, vitaminas, minerais e fibras.
Poderíamos dizer que é uma refeição completa, com todos os ingredientes que necessitamos diariamente. No entanto o equilíbrio nutricional está condicionado a quantidade,a qualidade e a variedade dos ingredientes que participam da preparação.
Como a base são os carboidratos da massa e queijo rico em gorduras ( lipídeos ), a pizza é hipercalórica, variando uma fatia padrão de 280 a 480 kcal , em média.
Em relação aos alimentos funcionais: o tomate é rico em licopeno , que segundo pesquisadores atua na prevenção e tratamento do câncer de próstata; o orégano é tido com anti-envelhecimento, as fibras presentes nas frutas e hortaliças, auxiliam no combate as dislipedemias.
Desta forma o equilíbrio nutricional vai ser determinado pela quantidade e qualidade da pizza de sua preferência.

Linda Susan de Almeida Arújo.Nutricionista, Mestre em Ciências e Tecnologia dos Alimentos, Professora de Nutrição, Gastronomia, Marketing em Alimentos e Nutrição,Segurança de Alimentos e Nutrição e Longevidade nas IES, FCM e UNITI.Consultora em Segurança de Alimentos.

Linda Susan 10/07/09

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